Política
Julgamento teve como base apontamentos sobre gestão fiscal, educação, saúde e estrutura administrativa

Câmara de Monte Mor rejeita contas de 2022 da gestão Edivaldo Brischi

Parlamentares seguiram parecer do Tribunal de Contas do Estado de SP e reprovaram por unanimidade as contas da Prefeitura de Monte Mor durante gestão do ex-prefeito; Brischi apresentou defesa por escrito e refutou análise do TCE

Os vereadores de Monte Mor rejeitaram, por unanimidade, as contas da Prefeitura Municipal referentes ao exercício 2022, período administrado pelo ex-prefeito Edivaldo Brischi (PSD). A votação ocorreu durante a sessão ordinária na noite desta segunda-feira (8), após análise do parecer emitido pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). Os parlamentares acompanharam integralmente o entendimento do órgão fiscalizador, que havia recomendado a reprovação das contas.

Na mesma sessão, também foi aprovado por unanimidade o Projeto de Decreto Legislativo nº 11/2026, de autoria do presidente da Câmara, Beto Carvalho (PP), formalizando a decisão do Legislativo. Durante a discussão da matéria, Beto Carvalho disse que o ex-prefeito teve garantido o direito à ampla defesa e ao contraditório. Segundo ele, Brischi foi comunicado oficialmente sobre a sessão e teve a oportunidade de se manifestar perante os vereadores.

O parecer desfavorável do Tribunal de Contas apontou uma série de irregularidades relacionadas à administração municipal em 2022. Entre os problemas destacados estão a ineficiência dos mecanismos de controle interno da prefeitura, déficit de vagas em creches, demora excessiva para realização de cirurgias, consultas especializadas e exames médicos, falta de medicamentos na rede pública e a nomeação de servidores comissionados para funções que, segundo o tribunal, não possuíam características de direção, chefia ou assessoramento.

O relatório também menciona recolhimento de encargos sociais fora do prazo legal, situação que resultou no pagamento de juros e multas pelo município, além de questionamentos sobre a aplicação de recursos do Fundeb e reincidência de falhas administrativas já apontadas em exercícios anteriores.

 DEFESA DE BRISCHI

Em manifestação protocolada junto ao processo, o ex-prefeito defendeu a regularidade das contas e argumentou que sua gestão cumpriu os índices constitucionais obrigatórios nas áreas de saúde e educação. Brischi também sustentou que os apontamentos feitos pelo TCE se referem a “falhas pontuais” e que todas teriam sido devidamente esclarecidas ao longo da análise técnica.

Na defesa apresentada aos vereadores, o ex-chefe do Executivo afirmou ainda que enfrentou dificuldades financeiras herdadas de administrações anteriores e disse haver avanços durante sua gestão em indicadores municipais. Com a aprovação do decreto legislativo, a Câmara oficializou a rejeição das contas de 2022, encerrando a tramitação do processo no âmbito do Legislativo.

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