Potencial de consumo sobe para R$ 55 bilhões nas cidades da região em 2026
Estudo realizado pelo IPC Maps aponta crescimento de 6,8% em relação ao ano passado entre municípios da área de abrangência; análise de dados mostra que a maior parte dos recursos das famílias está voltada para moradias
Levantamento do IPC Maps, principal estudo sobre potencial de consumo do país, aponta que Sumaré, Americana, Hortolândia, Monte Mor, Nova Odessa e Paulínia deverão movimentar juntas mais de R$ 55,6 bilhões ao longo deste ano em compras de produtos e contratação de serviços. O volume coloca o conjunto das cidades da área de cobertura do Tribuna Liberal entre os mercados consumidores mais relevantes do interior paulista.
Entre os municípios analisados, Americana aparece como o
maior mercado consumidor da região, com potencial estimado em R$ 15,6 bilhões
em 2026. Logo atrás está Sumaré, com R$ 14 bilhões, seguida por Hortolândia,
que deve alcançar R$ 11,9 bilhões. Paulínia surge com R$ 7,4 bilhões, enquanto
Nova Odessa registra R$ 3,6 bilhões e Monte Mor R$ 2,9 bilhões.
A análise dos dados mostra que a maior parte dos recursos
das famílias está voltada para moradias. Somadas as seis cidades, as despesas
ligadas à habitação devem ultrapassar R$ 15 bilhões neste ano, colocando o
segmento como principal destino do orçamento doméstico. Na sequência aparecem
as chamadas “outras despesas”, categoria que engloba diversos gastos cotidianos
e que representa mais de R$ 10 bilhões em movimentação econômica. O terceiro
maior volume financeiro está relacionado aos gastos com veículo próprio, que
superam R$ 6 bilhões na região.
Os dados também revelam avanço no consumo regional quando
comparados ao levantamento anterior. Considerando os municípios da região, eles
passaram de um potencial de consumo conjunto de R$ 49,4 bilhões em 2025 para R$
52,7 bilhões em 2026, crescimento de 6,7% e acréscimo superior a R$ 3,3
bilhões.
Entre as cidades que mais cresceram, Nova Odessa lidera a
expansão proporcional, com aumento de 15,5% no potencial de consumo.
Hortolândia aparece em seguida, com avanço de 10%, enquanto Americana registrou
crescimento de 6,4%. Sumaré apresentou elevação de 5,1% e Paulínia avançou
1,9%.
Outro dado que chama atenção é o tamanho do mercado
consumidor de Sumaré e Americana. Juntas, as duas cidades concentram mais de R$
29,7 bilhões em potencial de consumo, valor que representa mais da metade de
todo o montante movimentado pelas seis cidades analisadas.
BRASIL
A economia nacional deve movimentar R$ 8,6 trilhões ao longo
deste ano, apontando para um crescimento real de apenas 2,3% ante o movimento
positivo do PIB, cuja atual expectativa é de 1,8%. Considerado inferior na
comparação com os últimos períodos, esse modesto crescimento é resultante,
sobretudo, dos efeitos adversos da política monetária contracionista, segundo o
IPC Maps.
ANO DESAFIADOR
Para Marcos Pazzini, sócio da IPC Marketing Editora e
responsável pela pesquisa, 2026 será um ano atípico e desafiador para a
economia brasileira, já que “as recentes guerras ao redor do globo estão
impactando diretamente o bolso dos brasileiros, em função da possibilidade de
aceleração inflacionária”, além de abrigar, ainda, muitos feriados em dias
úteis, Copa do Mundo e eleições estaduais e federal.
Nesse contexto, o destaque desta edição do IPC Maps vai para
a classe C que, que, além de liderar tradicionalmente a quantidade de
domicílios, passa agora a ter mais renda, assumindo, pela primeira vez, o topo
do potencial de consumo nacional.
Segundo Pazzini, tal feito deve-se à ocorrência de
“migrações entre os extratos sociais, tanto das classes D e E para a C
(positiva), quanto da B em direção a classe C (negativa).” Desse modo, a
projeção é que a camada C responda, sozinha, por cerca de 36,9% de tudo o que
será desembolsado neste ano em território nacional.

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