Homem confessa que matou cachorro e jogou na Represa do Marcelo em Sumaré
Cão da raça Lulu da Pomerânia foi descartado e visto por trabalhador na represa; corpo não foi localizado até o momento; caso veio à tona após denúncia nas redes sociais envolvendo agressões à ex-companheira dele
Um homem foi conduzido à Delegacia de Polícia de Sumaré
nesta quinta-feira (26) após confessar ter matado um cão da raça Lulu da
Pomerânia e descartar o corpo na Represa do Marcelo. No mesmo dia, ele também
foi alvo de um boletim de ocorrência por violência doméstica e ameaça de morte
contra a ex-companheira.
O caso foi identificado pelo vereador Alan Leal (PRD),
protetor animal e embaixador do projeto Cadeia Para Maus-Tratos, após receber
uma denúncia nas redes sociais por uma mulher que relatou ter sido agredida
pelo suspeito e relatando que seu cachorro havia sido morto. Alan se deslocou
pessoalmente até a residência do suspeito, acompanhado pela Polícia Civil.
Corpo de cão da raça Lulu da Pomerânia foi descartado pelo suspeito em represa de Sumaré
No local, o acusado confirmou os fatos e conduziu Alan Leal
e os policiais até a Represa do Marcelo, apontando onde teria descartado o
animal dentro d’água. Uma varredura foi realizada na área, sem sucesso na
localização do corpo.
Um trabalhador da represa, no entanto, confirmou ter visto o
animal no local. A equipe acredita que, devido ao volume de chuvas e ao nível
elevado da água, o corpo do animal pode ter sido arrastado pela correnteza.
Com a confissão registrada, o homem foi encaminhado à
delegacia por Alan Leal e pelos investigadores, onde foi lavrado boletim de
ocorrência por crime ambiental — maus-tratos a animais com resultado morte.
Apesar de não ter sido preso em flagrante, ele responderá pelo crime na
Justiça.
Segundo informações apuradas, horas antes, a Delegacia de
Defesa da Mulher (DDM) de Sumaré havia registrado outro boletim contra o mesmo
homem.
A ex-companheira, com quem conviveu por aproximadamente dez
anos, relatou agressões físicas e ameaças explícitas de morte. A vítima
solicitou medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha e está
abrigada em local seguro.
“Recebemos a denúncia pelas redes sociais e fomos
imediatamente ao local. Ele confessou, nos levou até a represa, e mesmo sem
encontrar o corpo, o crime está registrado e ele vai responder por isso”,
afirmou Alan Leal. “Violência contra animal e violência doméstica andam juntas
com frequência, e esse caso é mais uma prova disso. O projeto Cadeia Para
Maus-Tratos existe justamente para que esses casos não fiquem impunes”,
declarou.

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