Sem carteiras, estudantes sentam no chão em escola de Hortolândia
Problema foi constatado na Escola Estadual Pastor Roberto Rodrigues de Azevedo, na região do Jardim Rosolem, e chegou até Assembleia Legislativa do Estado; deputada Ana Perugini questiona secretário sobre condição de alunos
A volta às aulas em uma escola estadual de Hortolândia foi
marcada por um cenário que expôs fragilidades na infraestrutura da rede pública
de ensino. Alunos teriam sido obrigados a assistir às aulas sentados no chão
por falta de carteiras nas salas, situação que provocou revolta entre pais,
responsáveis e a comunidade escolar. O episódio ocorreu na Escola Estadual
Pastor Roberto Rodrigues de Azevedo, localizada no bairro Chácaras Coelho, na
região do Jardim Rosolem.
Segundo pais, os alunos retornaram das férias no dia 2 e, ao
chegarem à escola, encontraram as salas sem o mobiliário necessário. Sem mesas
e cadeiras, os estudantes permaneceram no chão das 7h às 14h, durante o período
de aulas.
Pais relataram sentimentos de tristeza e impotência diante
da situação. Um deles, descreveu o impacto emocional do episódio. “Pensa numa
coisa triste; ver seu filho no primeiro dia de aula sentando no chão e a sala
de aula sem carteira nenhuma. É inadmissível isso por parte do governo, da
Secretaria de Educação. Isso nunca poderia ter acontecido”, afirmou. Segundo
ele, ao chegar em casa, a filha foi acolhida com um pedido de desculpas pela
situação vivida na escola.
Em meio às reclamações, o problema chegou à Assembleia
Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). A deputada estadual Ana Perugini
(PT) apresentou requerimento cobrando explicações formais da Secretaria
Estadual de Educação. O documento é direcionado ao secretário Renato Feder e
solicita esclarecimentos sobre quantos alunos foram afetados, quais
providências foram adotadas pela direção da escola, se houve comunicação prévia
à Diretoria de Ensino e à Secretaria, além do prazo para regularização definitiva
da situação e eventual apuração de responsabilidades.
No requerimento, a parlamentar destacou que o episódio fere
princípios básicos garantidos pela Constituição. “A situação relatada afronta
diretamente o direito à educação digna, o princípio da dignidade da pessoa
humana e as condições mínimas de permanência do aluno no ambiente escolar,
sendo dever do poder público garantir infraestrutura adequada às unidades de
ensino”, afirmou Ana Perugini, que é suplente da Comissão de Educação da Alesp.
O requerimento foi publicado nesta segunda-feira (9) no
Diário Oficial da Assembleia Legislativa. A partir da publicação, a Secretaria
Estadual de Educação tem prazo de até 30 dias para responder aos
questionamentos apresentados.
ESTADO PROMETE ENTREGAR CARTEIRAS AINDA EM FEVEREIRO
Questionada pelo Tribuna Liberal nesta segunda-feira (9), a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo informou que as cadeiras e carteiras da unidade serão entregues ao longo do mês de fevereiro.
“Atualmente, a escola organiza os estudantes em grupos que participam alternadamente de aulas teóricas, atividades lúdicas, projetos, esportes e aulas eletivas a fim de garantir aprendizado, acolhimento e bem-estar sem prejuízo pedagógico”, informou.
A pasta disse que acompanha a demanda e mantém diálogo com a Fundação
para o Desenvolvimento da Educação para assegurar que todo o mobiliário seja
disponibilizado “o quanto antes”.
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