Saúde
Secretaria de Saúde apela para sumareenses eliminarem recipientes com água parada

Pesquisa revela grande quantidade de larvas nas residências de Sumaré

Levantamento aponta necessidade de reforço das ações de moradores para eliminação de recipientes com água parada nas casas; agentes atuam nos bairros Matão, Vila Valle e Nova Terra; cenário gera preocupação em equipes municipais

A Secretaria de Saúde de Sumaré mantém a Avaliação de Densidade Larvária (ADL), correspondente ao segundo Índice de Breteau de 2026. O levantamento identifica a presença e a densidade de larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. As equipes do Controle de Arboviroses atuam, neste momento, nos bairros Matão, Vila Valle e Nova Terra. Durante o trabalho, os agentes identificaram um cenário considerado preocupante, com grande quantidade de larvas nos imóveis vistoriados. 

Em 2026, Sumaré registra 82 casos confirmados de dengue e nenhum óbito até o momento. Com base nos dados coletados, o município realiza o mapeamento epidemiológico e define as áreas prioritárias para intensificação das ações de combate ao mosquito. A pesquisa contempla todas as regiões da cidade. Durante as visitas, os agentes de endemias vistoriam residências e coletam larvas quando identificadas. O trabalho integra as ações permanentes de enfrentamento às arboviroses no município. 

O coordenador do Controle de Arboviroses, Willian De Luca, reforçou as principais medidas preventivas que devem ser adotadas pela população. “Os moradores precisam eliminar qualquer acúmulo de água em tambores e recipientes. Os pratinhos de vasos de plantas devem permanecer com areia até a borda e precisam de limpeza com bucha regularmente. Também é possível utilizar água sanitária para desinfecção. As vasilhas dos pets necessitam de lavagem diária e o lixo dos quintais deve ser recolhido com frequência”, orientou.

Ao longo do ano, as equipes do Controle de Arboviroses realizam visitas domiciliares, busca ativa de casos suspeitos e positivos, verificação de quintais, aplicação de larvicidas quando necessário, retirada de materiais inservíveis e entrega de telas milimétricas. Os moradores também recebem orientações sobre sintomas e medidas preventivas.

O secretário municipal de Saúde, Frederico Almeida, destacou a importância da participação da população no combate aos criadouros. “É fundamental que a população receba as equipes e mantenha os cuidados preventivos, principalmente neste período de temperaturas mais baixas, no qual muitas pessoas acreditam na redução dos criadouros do mosquito. A destinação correta de resíduos também tem papel decisivo. O descarte irregular de lixo e entulhos amplia os criadouros e impacta diretamente os índices da doença”, afirmou.


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