Ocupação da UTI de Nova Odessa vai a 97% em 2026, diz relatório técnico
Documento da Secretaria de Saúde revela cenário de saturação na unidade de atendimento especializado, que deveria ficar com ocupação entre 75% e 85%; pasta admite necessidade de estudo técnico e financeiro para realizar futura expansão
A taxa de ocupação da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital e Maternidade Municipal de Nova Odessa atingiu entre 95% e 97% nos primeiros meses de 2026, segundo resposta oficial da prefeitura à Câmara Municipal. O documento revela aumento progressivo da demanda por leitos críticos nos últimos anos.
As informações constam em resposta ao requerimento 126/2026, de autoria da vereadora Márcia Rebeschini (União), encaminhada pelo prefeito Cláudio Schooder, o Leitinho (PSD), com base em análise técnica elaborada pela Secretaria Municipal de Saúde. De acordo com o relatório, no segundo semestre de 2024, período inicial de funcionamento da UTI com cinco leitos, a taxa média de ocupação era de aproximadamente 72%, chegando a registrar picos de 91% em alguns meses.
Em 2025, a ocupação média anual saltou para índices entre
88% e 90%, permanecendo elevada durante praticamente todo o ano. Em 2026,
considerando os dados entre janeiro e abril, a situação se agravou e atingiu
taxas entre 95% e 97%, com períodos em que a unidade operou próxima de 100% da
capacidade.
O documento técnico afirma que o cenário atual indica
insuficiência da estrutura instalada para absorver a demanda. “Observa-se a
consolidação definitiva desse processo, com a unidade permanecendo praticamente
todos os dias com 100% de ocupação”, aponta o relatório da Secretaria de Saúde.
A análise destaca ainda que, do ponto de vista
técnico-assistencial, unidades de terapia intensiva deveriam operar idealmente
entre 75% e 85% de ocupação para garantir flexibilidade em casos de urgência,
estabilidade operacional e segurança aos pacientes.
Segundo o município, a manutenção de taxas superiores a 90% ao longo de períodos prolongados já tem provocado impactos diretos na assistência. O relatório também menciona dificuldades de acesso a leitos críticos, atrasos em internações, necessidade de transferências para outros serviços por meio do CROSS, que é o sistema regional de saúde, e até suspensão de cirurgias eletivas em determinados momentos.
Na resposta encaminhada ao Legislativo, a Secretaria de Saúde informou ainda que pacientes continuam sendo transferidos via CROSS de acordo com a complexidade e necessidade de atendimento. O município afirmou que a situação exige estudos técnicos e financeiros para avaliação de futuras medidas relacionadas à ampliação da capacidade hospitalar.

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