Saúde
Caso chama atenção porque não é primeiro semelhante no Hospital Estadual Sumaré em 2026

Gravidez após curetagem leva HES a abrir nova investigação em Sumaré

Mulher de 40 anos está na 35ª semana de gestação e destacou que só descobriu a continuidade da gravidez ao buscar outro atendimento; caso é o segundo semelhante ocorrido neste ano no Hospital Estadual Sumaré e demanda cuidado

O Hospital Estadual Sumaré (HES) apura um novo atendimento envolvendo uma paciente que afirma ter sido submetida a uma curetagem e, dias depois, descobrir que a gestação permanecia em andamento. A mulher, de 40 anos, está na 35ª semana de gravidez e relatou também dificuldades no acompanhamento recebido após a descoberta.

De acordo com a paciente, o caso começou em fevereiro, quando exames indicaram que a gestação não estaria evoluindo. Após passar pelo hospital, ela foi encaminhada para curetagem no dia 25 daquele mês.

A mulher afirma que saiu da unidade entendendo que a gravidez havia sido interrompida. O quadro, no entanto, tomou outro rumo cerca de três semanas depois. Como continuava sentindo dores e cólicas, ela procurou atendimento fora do HES. Uma nova ultrassonografia mostrou que a gestação seguia em curso, com embrião e batimentos cardíacos.

A partir daquele momento, segundo a paciente, o pré-natal passou a ser considerado de alto risco. Ela diz, porém, que o acompanhamento não ocorreu de forma contínua e relata trocas de profissionais, consultas canceladas e dificuldades para receber orientações sobre medicamentos e sobre a própria gravidez.

Outro episódio relatado por ela ocorreu após um acidente de trânsito. A mulher afirma que sofreu impacto na cabeça e apresentou sangramento durante a gestação. Ao procurar atendimento, diz que permaneceu aguardando e posteriormente recebeu orientação para buscar uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento).

Com o parto se aproximando, a gestante afirma estar preocupada com a assistência que receberá e demonstra receio em retornar à mesma unidade onde passou pelo procedimento em fevereiro. O caso chama atenção porque não é o primeiro semelhante registrado no Hospital Estadual Sumaré em 2026.

Meses antes, outra mulher relatou que recebeu diagnóstico de aborto espontâneo e passou por curetagem no HES. Ela só voltou a descobrir que estava grávida cerca de um mês depois, durante exames feitos antes da aplicação de um anticoncepcional.

Na ocasião, uma ultrassonografia confirmou que o feto continuava vivo e apresentava atividade cardíaca. O exame também apontou ausência de líquido amniótico, condição que tornou a gestação de alto risco.

A paciente daquele primeiro caso afirmou que não havia realizado ultrassonografia antes do diagnóstico que levou à curetagem. Após a repercussão, o hospital abriu uma sindicância para verificar como o atendimento foi conduzido e se os protocolos foram cumpridos.

Agora, com o segundo relato vindo a público, o HES apura a assistência prestada. A unidade lamentou o ocorrido e a paciente segue em acompanhamento médico.

Os dois casos colocam sob análise as circunstâncias que antecederam os procedimentos e o atendimento oferecido posteriormente às pacientes, especialmente em relação à confirmação dos diagnósticos e à continuidade do acompanhamento durante a gestação.

 


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