Política
Prefeitura de Hortolândia quer ampliar empregos e investimentos ao substituir modelo adotado desde 2023

Zezé propõe programa de incentivos para atrair empresas a Hortolândia

Projeto do Executivo cria Programa de Incentivo Empresarial e fixa isenções fiscais e apoio estrutural para empresas, que terão de oferecer contrapartidas sociais para a população; benefícios podem durar até 10 anos e serem renovados

O prefeito Zezé Gomes (Republicanos) encaminhou à Câmara de Hortolândia um projeto de lei que institui o Programa de Incentivo Empresarial de Hortolândia (PROEMPH). A proposta cria um novo marco legal para concessão de benefícios fiscais, administrativos e estruturais a empresas interessadas em se instalar ou ampliar suas atividades no município.

O projeto tem como principal objetivo fortalecer o desenvolvimento econômico local, estimular a geração de empregos e aumentar a competitividade da cidade na atração de investimentos. O texto substitui a legislação anterior, em vigor desde 2023, e estabelece novos critérios para concessão e manutenção dos incentivos.

Pelo PROEMPH, as empresas poderão receber isenção ou redução de tributos como IPTU, ISS, ITBI, taxas de funcionamento, habite-se e resíduos sólidos. A proposta, no entanto, limita o benefício do ISS à alíquota mínima de 2% e impede a inclusão de empresas de Data Centers ou atividades com alto consumo de água e energia.

Para ter acesso aos incentivos, as interessadas deverão firmar um protocolo de intenções com a prefeitura, informando o volume de investimentos, geração de empregos, impacto econômico e demais contrapartidas. A administração municipal também poderá apoiar na implantação de infraestrutura, como saneamento, vias de acesso e redes de energia, com possibilidade de ressarcimento de até 50% dos custos.

RETORNO SOCIAL

Outro ponto central da proposta é a exigência de retorno social. As empresas beneficiadas terão de investir em áreas como educação, saúde, assistência social, cultura, turismo ou esportes, em valor equivalente a, no mínimo, 200% das isenções recebidas. A comprovação dessas contrapartidas deverá ser apresentada anualmente.

O projeto também impõe regras rigorosas de fiscalização. Para manter os benefícios, as empresas precisarão comprovar regularidade fiscal, previdenciária e ambiental, além de manter suas atividades no município. Caso descumpram as exigências, perderão os incentivos e terão de pagar os tributos retroativos, com juros e multas.

Os benefícios poderão ser concedidos por até dez anos, com possibilidade de uma única prorrogação pelo mesmo período, mediante novo acordo com o município. O texto também prevê que empresas que não iniciarem as atividades no prazo de três anos deverão devolver integralmente os valores investidos pela prefeitura.

O prefeito destacou a importância estratégica do programa para o futuro da cidade. “O presente Projeto de Lei visa revogar a Lei nº 4.231, de 19 de dezembro de 2023 e instituir um novo marco legal para o desenvolvimento econômico e social do município, por meio da concessão de incentivos fiscais, administrativos e de serviços, objetivando o fomento à geração de empregos, a atração de novos investimentos e a consolidação das empresas já estabelecidas em Hortolândia”, afirmou.

Zezé Gomes também ressaltou o foco na transparência e na responsabilidade fiscal. “O PROEMPH é um instrumento de política pública fundamental que atualiza o programa anterior e o alinha às atuais exigências de transparência e responsabilidade fiscal”, declarou.

Sobre as contrapartidas sociais, o prefeito comentou que “o programa inova ao exigir contrapartidas sociais obrigatórias das empresas beneficiadas, correspondentes a, no mínimo, 200% do valor total das isenções fiscais”. “Essa exigência vincula o benefício fiscal a um efetivo retorno social”, disse.

O chefe do Executivo também abordou os impactos financeiros. “Embora a imprevisibilidade da adesão de novas empresas impossibilite a estimativa exata da renúncia de receita total futura, o levantamento realizado demonstra que os benefícios fiscais atuais já se encontram absorvidos pela legislação orçamentária”, explicou.

Zezé Gomes afirmou ainda que a proposta garante equilíbrio entre incentivos e arrecadação. “Entendemos que o projeto é amplamente favorável ao município, pois a renúncia de receita será compensada com valores superiores com a elevação da receita de ICMS e ISSQN, além de gerar empregos, renda e desenvolvimento para a cidade como um todo”, afirmou.

O PROEMPH passará a ser o principal instrumento de incentivo econômico de Hortolândia nos próximos anos.


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