Wal da Farmácia rebate críticas e explica voto contra empréstimo de R$ 150 milhões
A vereadora Wal da Farmácia (PSB), de Monte Mor, apresentou esclarecimentos sobre seu voto contrário ao projeto de lei que autorizou a Prefeitura a contratar um empréstimo de até R$ 150 milhões junto ao Banco do Brasil.
Após reportagem publicada pelo Tribuna Liberal sobre a
aprovação da proposta, a parlamentar encaminhou uma manifestação à redação na
qual rebate a interpretação de que sua posição representaria resistência à
realização de obras na cidade. Segundo Wal, a decisão foi motivada pela rapidez
na tramitação do projeto e pela necessidade de informações mais detalhadas
sobre a utilização dos recursos e os impactos do financiamento nas contas
municipais.
O Projeto de Lei nº 75/2026, encaminhado pelo prefeito
Murilo Rinaldo (PP), foi aprovado pela Câmara Municipal no dia 19 de outubro,
com votos contrários de Wal, Bruno Leite (União) e João do Bar (PSB). A
autorização permite ao Executivo avançar nas tratativas para obtenção de
recursos destinados a obras de pavimentação, drenagem, mobilidade urbana,
iluminação pública e outras melhorias na infraestrutura da cidade.
Em sua manifestação, Wal ressaltou que seu posicionamento
não significa oposição aos investimentos anunciados pela administração
municipal. “Meu voto não foi contra as obras, contra a população ou contra o
desenvolvimento de Monte Mor. Meu voto foi pela responsabilidade com o dinheiro
público, pela transparência e pela fiscalização dos atos do Poder Executivo”,
declarou.
Um dos principais questionamentos apresentados pela
parlamentar está relacionado ao prazo de tramitação da proposta. Conforme
destacou, o projeto chegou à Câmara na sexta-feira, 16 de outubro, e foi
colocado em votação na segunda-feira seguinte, dia 19, sob regime de urgência
especial.
Para Wal, uma operação financeira dessa dimensão deveria
passar por uma análise mais aprofundada, permitindo que os vereadores
conhecessem previamente as condições do financiamento, a relação das obras
previstas, seus respectivos custos e os critérios utilizados pela Prefeitura
para estabelecer as prioridades.
“Uma autorização de crédito de até R$ 150 milhões não é uma
decisão simples. Estamos falando de um compromisso financeiro de grande
dimensão, que pode impactar as contas públicas e a capacidade de investimento
do município por muitos anos”, afirmou.
Wal destacou que reconhece as necessidades de Monte Mor,
especialmente nas áreas de infraestrutura urbana. A parlamentar afirmou ser
favorável à pavimentação de ruas, à implantação de sistemas de drenagem para
enfrentar os alagamentos, à modernização da iluminação pública e à execução de
melhorias nos bairros.
Entretanto, segundo ela, a importância dessas intervenções
não elimina a obrigação dos vereadores de fiscalizar os atos da administração
municipal e avaliar os compromissos financeiros assumidos pelo município.
A parlamentar argumentou que, caso a proposta tivesse
seguido o rito regular da Câmara, com maior prazo para discussão e apresentação
de informações sobre o financiamento, poderia ter analisado o mérito do projeto
em outras condições. Wal também defendeu a independência do Poder Legislativo
em relação ao Executivo.

Deixe um comentário