Justiça Eleitoral prepara urnas para segundo turno em Sumaré e região
TRE-SP começou a preparação de 114,5 mil urnas eletrônicas em todo o Estado de SP para votação de 25 de outubro; procedimentos incluem a inserção dos dados dos candidatos, testes de funcionamento e lacração dos equipamentos
A Justiça Eleitoral iniciou a preparação das urnas
eletrônicas que serão utilizadas no segundo turno das eleições presidenciais,
marcado para 25 de outubro. A disputa está entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula
(PT). O procedimento mobiliza os cartórios eleitorais de todo o Estado de São
Paulo, incluindo os responsáveis pela votação em Sumaré, Hortolândia,
Americana, Paulínia, Nova Odessa e Monte Mor. Flávio venceu em todas as cidades
da região no primeiro turno.
Ao todo, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP)
prepara aproximadamente 114,5 mil equipamentos, entre urnas destinadas às
seções eleitorais e unidades de reserva para eventuais substituições durante a
votação.
Nesta etapa, os equipamentos recebem os dados necessários
para o segundo turno, passam por verificações de funcionamento e são lacrados
para garantir a segurança até o dia da eleição. O trabalho ocorre em cerimônias
públicas, que podem ser acompanhadas por representantes de partidos políticos,
entidades fiscalizadoras e eleitores interessados.
Em São Paulo, a votação será exclusivamente para presidente
da República, uma vez que a eleição para governador foi decidida no primeiro
turno, realizado em 4 de outubro, com a reeleição de Tarcísio de Freitas. Com
apenas um cargo em disputa, a expectativa da Justiça Eleitoral é de que os
eleitores levem menos tempo para concluir o voto.
Segundo o TRE-SP, no primeiro turno, o tempo médio de
votação foi de aproximadamente um minuto por eleitor. A tendência é que o
processo seja mais rápido em 25 de outubro, quando os paulistas terão de
escolher apenas entre os dois candidatos à Presidência da República.
O processo começa com a geração de mídias removíveis,
dispositivos semelhantes a pen drives que armazenam os arquivos e sistemas
necessários ao funcionamento das urnas. Nesses equipamentos também são
inseridas as informações dos candidatos e dos eleitores vinculados a cada seção
eleitoral.
Depois da transferência dos dados, os servidores verificam
se as informações aparecem corretamente, incluindo os números dos candidatos à
Presidência e os respectivos nomes dos candidatos a vice-presidente.
Após os testes, as entradas e saídas das urnas são protegidas com lacres especiais produzidos pela Casa da Moeda. Os dispositivos são numerados e assinados pelos magistrados responsáveis, permitindo identificar eventuais tentativas de violação.
As urnas permanecem armazenadas
em locais seguros até a véspera da eleição, quando são encaminhadas aos locais
de votação com escolta das forças de segurança. Os equipamentos são programados
para funcionar somente a partir das 8h do domingo eleitoral.

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