Ausência nas urnas se torna desafio em Sumaré e Hortolândia para eleição
Ambas as cidades acumulam 14,5 mil eleitores faltosos nos últimos pleitos, enquanto cerca de 14 mil títulos foram cancelados, cenário que acende alerta para a participação na votação deste ano e impacta na força eleitoral local
A participação dos eleitores nas urnas aparece como um dos
desafios para Sumaré e Hortolândia nas eleições deste ano. Juntas, as duas
cidades registraram 14,5 mil eleitores faltosos nos últimos pleitos
considerados, um volume que ajuda a dimensionar o peso da abstenção e das
pendências eleitorais na região.
Sumaré concentra a maior parte dos casos. Foram 10,2 mil
eleitores ausentes no período, dos quais 9,9 mil tiveram o título cancelado. O
número mostra que a falta de comparecimento, quando acumulada e não
regularizada, deixou milhares de moradores fora da condição regular perante a
Justiça Eleitoral.
Em Hortolândia, o quadro também chama atenção. A cidade
registrou 4,3 mil eleitores faltosos, com 4,1 mil títulos cancelados por
ausência sem pagamento da multa ou apresentação de justificativa.
Somados, os dois municípios chegam a aproximadamente 14 mil
títulos cancelados. O dado reforça um desafio que vai além do número de pessoas
cadastradas para votar: transformar o eleitorado formal em presença efetiva nas
urnas.
A situação também ganha peso em um ano de eleições gerais,
quando os eleitores escolherão presidente da República, governador, senadores,
deputados federais e estaduais.
Em cidades com eleitorados numerosos, como Sumaré e
Hortolândia, milhares de ausências podem alterar de forma significativa o
volume de votos válidos e a participação política local.
Os números ainda mostram que, em ambas as cidades, a maior
parte dos eleitores enquadrados entre os faltosos acabou tendo o título
cancelado. Em Sumaré, a diferença entre faltosos e cancelados é de cerca de 300
pessoas. Em Hortolândia, de aproximadamente 200.
O cenário coloca a regularização eleitoral e o
comparecimento às urnas entre os pontos de atenção. Quanto maior o número de
eleitores que deixam de votar e não resolvem suas pendências, maior também o
impacto sobre a participação efetiva da população no processo eleitoral.
Uma eleitora que preferiu não se identificar, moradora de
Sumaré, disse que não vai votar porque está desacreditada da classe política.
Ela disse que não vota faz duas eleições e que por enquanto não pretende
regularizar seu título.

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