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Operação será abastecida com energia renovável e intensifica movimento de expansão de datacenters

Sumaré vai ter megadatacenter de IA com investimento bilionário em 2027

Projeto da Ascenty coloca Sumaré entre os principais polos de IA do país e foi planejado para operações de inteligência artificial; obras já começaram em março deste ano e a previsão de entrega é para o terceiro trimestre do ano que vem

Sumaré vai protagonizar um novo megadatacenter voltado exclusivamente para operações de inteligência artificial. O projeto será desenvolvido pela Ascenty e integra um pacote de investimentos estimado em US$ 1,2 bilhão, ou R$ 6,1 bilhões, destinados à expansão da infraestrutura digital no interior paulista.

As obras tiveram início em março deste ano e a previsão é que o data center entre em operação no terceiro trimestre do ano que vem. Durante o pico da construção, a expectativa é de geração de cerca de 600 empregos temporários, além de aproximadamente 120 vagas permanentes após a conclusão do projeto.

Denominado de “Sumaré 3”, o empreendimento foi planejado para atender cargas de trabalho de IA em grande escala e pode transformar o município em um dos principais polos tecnológicos ligados à inteligência artificial na América Latina. A cidade já recebeu um datacenter da Microsoft para computação em nuvem e tem mais unidades da Ascenty.

O novo megaprojeto terá capacidade inicial de 90 megawatts, com possibilidade de expansão futura para até 180 megawatts. A estrutura ocupará uma área de aproximadamente 48 mil metros quadrados, com energia e espaço reservados para ampliação.

O complexo foi concebido especificamente para suportar sistemas avançados de inteligência artificial, que exigem maior capacidade energética e estruturas de refrigeração maiores. Os ambientes também serão preparados para altíssimas densidades de potência, necessárias para o processamento de grandes volumes de dados e treinamento de modelos de IA.

O CEO da companhia, Christopher Torto, afirmou para a imprensa que a expansão acompanha uma mudança estrutural no mercado global impulsionada pela inteligência artificial. Além do investimento da Ascenty na estrutura física, a expectativa é que a empresa responsável pela operação tecnológica do espaço realize aportes adicionais em equipamentos e sistemas avançados de processamento de dados.

O projeto intensifica o movimento de atração da Região Metropolitana de Campinas (RMC) como um dos principais corredores de infraestrutura digital do país. Nos últimos anos, municípios como Hortolândia, Paulínia e Sumaré passaram a concentrar investimentos bilionários ligados à computação em nuvem, inteligência artificial e armazenamento de dados.

O avanço do setor também aumentou a pressão pela aprovação do chamado Redata, projeto que prevê incentivos fiscais para implantação e expansão de data centers no Brasil e na região. Entidades empresariais afirmam que a medida pode destravar novos investimentos e ampliar a competitividade brasileira no mercado global de infraestrutura digital.


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