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Furtos, roubos e lesões corporais concentram a maior parte dos crimes; Sumaré puxa ocorrências

Região chega a 17,8 mil crimes em 2025 e registra um caso a cada 30 minutos

Levantamento do Tribuna Liberal com base na SSP-SP envolve dinâmica da criminalidade em Sumaré, Hortolândia, Americana, Paulínia, Nova Odessa e Monte Mor; furtos, roubos, agressões e homicídios estão entre casos computados

As cidades de Sumaré, Hortolândia, Americana, Nova Odessa, Paulínia e Monte Mor fecharam 2025 com um total de 17.827 crimes registrados, segundo levantamento feito pelo Tribuna Liberal com base em dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). Na prática, o número equivale a uma média de 48,8 crimes por dia. Isso representou um crime a cada 30 minutos ao longo do ano na região. Apesar da redução em comparação a 2024, o volume ainda chama atenção. Os dados apontam o peso da violência no cotidiano das seis cidades.

De acordo com os dados, no conjunto das seis cidades analisadas, o número de crimes chegou a 17.827 em 2025, contra 19.077 em 2024, o que corresponde a uma redução de 6,6% no crime acumulado.

No recorte regional, que soma todos os indicadores criminais, como violência letal, violência sexual, roubos, furtos, lesão corporal, Sumaré aparece como a cidade com mais ocorrências em 2025, segundo a SSP. Foram 4.930 crimes ano passado (27,7% de toda a soma regional), embora tenha recuado 10,8% frente a 2024, período de 5.525 crimes.  A cidade foi puxada principalmente por furto (2.123) e lesão corporal dolosa (894), além de 305 roubos de veículo e 16 homicídios dolosos.

Na segunda posição aparece Americana, com 4.655 crimes em 2025, também em queda na comparação anual (-5% sobre 2024, quando somou 4.901). O dado mais volumoso do município é o furto geral e de veículos (2.252 geral e 564 de veículos), que indica criminalidade patrimonial elevada. Entre os crimes considerados mais graves, Americana fechou 2025 com nove homicídios dolosos e nove tentativas de homicídio, além de 48 estupros (com predominância de vulnerável, 33).

Em terceiro lugar está Hortolândia, com 4.361 crimes em 2025, queda de 5,7% frente a 2024 (4.624). A cidade combina números altos tanto em crimes patrimoniais quanto em violência interpessoal: foram 1.841 furtos gerais e 532 furtos de veículo, além de 436 roubos gerais e 155 roubos de veículo. Hortolândia ainda contabilizou 15 homicídios dolosos, 23 tentativas de homicídio e 66 estupros, além de dois latrocínios (o único município do grupo com latrocínio em 2025).

Na sequência do ranking vem Paulínia, com 2.085 crimes em 2025, praticamente estável na comparação com 2024, que somou 2.075 casos. O município teve como maiores volumes os furtos (1.073 gerais e 111 de veículo) e as lesões corporais (462 dolosas e 273 culposas no trânsito). Entre os crimes mais graves, registrou sete homicídios dolosos, quatro tentativas de homicídio e 35 estupros.

Na parte de baixo do ranking violento aparecem Nova Odessa (990 crimes em 2025, queda de 3,5% ante a 2024) e Monte Mor (806 crimes em 2025, recuo de 13% sobre 2024). Em Nova Odessa, o volume é puxado por 468 furtos gerais e 179 lesões corporais dolosas. Já Monte Mor tem como principais componentes 310 furtos gerais, 220 lesões dolosas e 38 estupros, com oito homicídios dolosos e 13 tentativas, números que, apesar de menores em volume absoluto, merecem atenção quando se discute a gravidade dos casos.

TOTAL DE CRIMES EM 2025 NA REGIÃO 

Sumaré - 4.930

Americana - 4.655

Hortolândia - 4.361

Paulínia - 2.085

Nova Odessa - 990

Monte Mor - 806

MORADORES ESPERAM MAIS SEGURANÇA EM 2026 NA REGIÃO

Moradores da região afirmam que esperam um 2026 mais seguro e tranquilo para viver na região. Para muitos, apesar da redução registrada nos últimos anos, a sensação ainda é de insegurança no dia a dia. Eles destacam que episódios de furtos, roubos e violência afetam a rotina e enxergam a necessidade de mais investimentos em policiamento e prevenção.

O jovem Luca Rodrigues, de 15 anos, de Sumaré, relata que convive diariamente com o medo de ser vítima da criminalidade. “Espero que em 2026 a segurança seja melhor pra eu poder andar na rua, sair com meus amigos com mais tranquilidade”, disse.

Em Americana, Ana Paula Silveira, de 38 anos, diz que a expectativa é de mais ações integradas entre as polícias. “A gente quer ver mais rondas, mais iluminação e tecnologia. Segurança não é só polícia, é também cuidar dos bairros”, comentou.

Em Hortolândia, a estudante Sofia de Oliveira acredita que o ano pode marcar uma mudança positiva. “A gente torce para que esses números continuem caindo e que as autoridades levem isso a sério. Todo mundo quer viver com mais paz, sair de casa sem medo e ter confiança de que vai voltar bem”, disse.

 

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