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Operação mobilizou GCM, Romu, Canil e Smart Suma durante três dias de fiscalização em Sumaré

Operação Sossego autua 12 veículos e reduz queixas de perturbação em Sumaré

Ação realizada durante três dias fiscalizou estabelecimentos, as residências, chácaras e veículos, autuou 12 condutores e diminuiu casos  de perturbação do sossego em pontos já monitorados por agentes da Guarda Civil Municipal

A nova etapa da Operação Sossego terminou com 12 veículos autuados e redução das ocorrências de perturbação do sossego nos principais pontos monitorados pela Guarda Civil Municipal de Sumaré. A ação foi realizada entre os dias 31 de julho e 2 de agosto e concentrou equipes em regiões com histórico de reclamações, aglomerações e reincidência.

Durante três dias, a fiscalização alcançou estabelecimentos comerciais, residências, chácaras e veículos. Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Pública, a estratégia priorizou a orientação e a adequação voluntária antes da adoção de outras medidas.

Além das 12 autuações de trânsito, o balanço aponta redução significativa das ocorrências de perturbação nos locais acompanhados, manutenção da ordem pública em áreas consideradas reincidentes e integração entre patrulhamento ostensivo, Romu (Ronda Ostensiva Municipal), Canil e sistema de videomonitoramento Smart Suma.

Os resultados ficaram mais evidentes no domingo (2), quando a operação recebeu reforço de seis viaturas setoriais, além das equipes especializadas e do monitoramento por câmeras. Com a ocupação preventiva, não houve ocorrências relevantes na Praça do Sol, Parque Pavan e Praça Angelo Tomazin.

Na região do Picerno, a GCM recebeu apenas uma solicitação. Quando os agentes chegaram ao endereço, o estabelecimento envolvido já havia encerrado as atividades. Na Vila Soma, não foram registrados novos casos de perturbação do sossego.

OPERAÇÃO TEVE PRISÕES

Na sexta-feira (31), a GCM atuou ainda no policiamento preventivo durante a abertura do Campeonato Municipal de Futebol Amador, no Centro Esportivo. No mesmo dia, a corporação registrou um flagrante de tráfico de drogas, capturou uma pessoa procurada pela Justiça e atendeu uma tentativa de homicídio.

O patrulhamento passou por locais como Praça Angelo Tomazin, Praça do Sol, região do Picerno e estabelecimentos que já estavam mapeados pelas forças de segurança. Naquela noite, não houve registro de grandes aglomerações ou chamados por perturbação do sossego nesses pontos.

No sábado (1º), uma concentração de pessoas ao redor de um veículo com som automotivo na Praça do Sol foi encerrada após orientação dos agentes, sem necessidade de outras medidas. No Parque Pavan, uma chácara que era alvo recorrente de reclamações foi fiscalizada e os responsáveis, notificados.

A ocorrência de maior tensão foi registrada na Praça Angelo Tomazin, na região do Maria Antonia. Durante a intervenção em uma grande aglomeração, garrafas de vidro foram arremessadas contra equipes da GCM. Os agentes utilizaram técnicas de Controle de Distúrbios Civis para dispersar o público e permaneceram no local até o início da manhã.

De acordo com a Prefeitura, a Operação Sossego busca ampliar a presença preventiva da GCM e responder às reclamações relacionadas a som alto, aglomerações e outras situações que afetam a tranquilidade dos moradores.

JULHO

Em julho, o Tribuna Liberal noticiou que pancadões, festas, algazarras e carros com som alto durante a madrugada prejudicaram o descanso de moradores da região do Parque Pavan, na região do Matão. Uma das pessoas afetadas é uma moradora que se identificou como T. S., que afirmou ter chegado ao limite e colocado a própria casa à venda por causa do barulho frequente.

Segundo a moradora, o problema começou no fim de 2025 e se intensificou no início de 2026. Ela passou a registrar vídeos, ligações e protocolos a partir de abril, quando procurou a prefeitura, a Polícia Militar e a Guarda Municipal.

T. relatou que o som não vem de apenas um endereço. De acordo com ela, existem bares, adegas, chácaras alugadas para festas e veículos com equipamentos de som espalhados pela região. A situação teria piorado após a revitalização da Praça do Sol.

A moradora diz que as festas costumam começar nas noites de sexta-feira e seguem durante o fim de semana, chegando, em algumas ocasiões, até a madrugada de segunda-feira. Em um dos episódios relatados, o som teria continuado até as 3h30. T. precisou acordar às 5h para trabalhar.

Ela contou que o marido trabalha durante 12 horas por dia em outra cidade e também enfrenta dificuldades para descansar. Para a moradora, mesmo quem não trabalha aos finais de semana deveria ter o direito de permanecer em casa sem ser incomodado pelo excesso de barulho.

 


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