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Justiça determinou adequações contra incêndio e redução da superlotação no CDP de Americana

Justiça determina adequações contra incêndio e redução de presos em CDP de Americana

Liminar requer que Estado regularize a segurança contra incêndios em até 180 dias e diminua a superlotação, além de corrigir irregularidades sanitárias apontadas durante inspeções feitas no Centro de Detenção Provisória 

A Justiça determinou que o Governo do Estado de São Paulo adote medidas para adequar o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Americana às normas de segurança contra incêndios. A decisão liminar estabelece prazo de 180 dias para que a unidade obtenha o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e realize as intervenções necessárias para atender às exigências de prevenção e combate a incêndios.

A decisão, da 1ª Vara Cível de Americana em ação movida pelo Ministério Público de São Paulo, também fixa prazo de 90 dias para que o Estado reduza a população carcerária da unidade e elimine as irregularidades sanitárias constatadas durante fiscalizações.

De acordo com a ação, o CDP foi projetado para receber 639 detentos, mas atualmente abriga cerca de 1.190 pessoas privadas de liberdade. O excedente de 551 presos foi considerado pela Justiça um fator que agrava os problemas estruturais e compromete as condições de funcionamento da unidade.

Além da redução da lotação, o Estado deverá solucionar as inconformidades apontadas pela Vigilância Sanitária no mesmo prazo de 90 dias. Entre as medidas previstas está a realização de adequações para garantir melhores condições de higiene e funcionamento do estabelecimento prisional.

A decisão prevê multa diária de R$ 10 mil caso as determinações não sejam cumpridas, salvo se houver justificativa aceita pelo Judiciário. O acompanhamento das medidas ficará a cargo de novas inspeções da Vigilância Sanitária e do Corpo de Bombeiros, que deverão informar à Justiça o andamento das adequações.

Na ação, o Ministério Público argumentou que a superlotação, somada às deficiências estruturais, sanitárias e à falta de regularização junto ao Corpo de Bombeiros, representa risco à saúde, à segurança e à integridade física das pessoas privadas de liberdade e dos servidores que atuam na unidade.

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) diz que o Centro de Detenção Provisória de Americana opera dentro dos padrões de segurança e disciplina adotados pelo sistema prisional paulista. A SAP acrescentou que estão previstas duas novas unidades prisionais, com capacidade para gerar 1.646 vagas.

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