Educação
Encontro na Fatec reuniu profissionais de escolas estaduais de Sumaré, Paulínia e Hortolândia

Capacitação sobre febre maculosa reúne gestores de escolas estaduais em Sumaré

Gestores de escolas estaduais de Sumaré, Paulínia e Hortolândia participaram na quinta-feira (10), na Fatec de Sumaré, de uma capacitação voltada à prevenção, conscientização e educação sobre a febre maculosa. A iniciativa amplia para a rede estadual um trabalho que já havia chegado a 40 escolas municipais de Sumaré.

A ação está ligada ao Programa Municipal Permanente de Conscientização, Prevenção e Educação sobre a Febre Maculosa, instituído pela Lei Municipal nº 7.591, de 5 de março de 2026. A legislação também criou o “Dia D” Municipal de Conscientização em homenagem a Eduardo Brazilino Queiroz.

A mobilização tem participação de Ianca Brazilino Queiroz, mãe de Eduardo, que passou a atuar na disseminação de informações sobre a doença e na defesa de ações preventivas após a morte do filho.

A expansão do projeto para as escolas estaduais ocorreu depois que a proposta foi apresentada à Diretoria de Ensino de Sumaré. A partir do contato, foi organizada a capacitação com gestores das unidades estaduais das três cidades.

A expectativa é que os participantes levem o conteúdo recebido no encontro para suas respectivas escolas, ampliando as orientações a professores, estudantes e familiares sobre prevenção, formas de exposição e cuidados relacionados à febre maculosa.

Para Ianca, a entrada do projeto na rede estadual tem um significado especial pelo fato de Eduardo também ter estudado em escola pública.

“Eu quis levar essa informação também para as escolas do Estado porque acredito que ela precisa chegar a todos. O Eduardo veio de uma escola pública e, para mim, é muito importante que o legado dele possa chegar a outros estudantes, professores e famílias”, afirmou.

Além das capacitações, a Secretaria de Saúde de Sumaré disponibilizou 30 mil panfletos com orientações sobre a febre maculosa. O material será distribuído a estudantes das escolas do município como complemento às atividades educativas. A Secretaria de Saúde também participa das palestras oferecendo apoio técnico e informações sobre a doença. A proposta é utilizar o ambiente escolar como ponto de multiplicação das orientações, fazendo com que o conteúdo chegue também às famílias.

Segundo Ianca, antecipar a informação é uma das principais formas de reduzir os riscos. “A gente precisa falar antes. Precisamos ensinar, orientar e preparar as pessoas. Informação pode fazer a diferença e salvar vidas”, disse.

 

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