Crianças de Hortolândia fazem imersão na cultura indígena
Tradição, saberes indígenas e ancestralidade. Em meio a essa riqueza cultural, 217 crianças da Emei (Escola Municipal de Educação Infantil) Jd. Nossa Senhora de Fátima “Leonilda Alves Valenzuella”, em Hortolândia, tiveram uma aula com direito à imersão na cultura dos povos originários do Brasil.
A vivência inédita foi conduzida por um membro da própria
comunidade escolar: a indígena Fernanda Borges de Sereno Kaxinawá, originária
do Acre e atualmente moradora de Hortolândia. De nome tradicional Máxi Huni
Kuĩ, ela trouxe até os pequenos e para dentro da sala de aula os ensinamentos
do povo originário da aldeia Kaxinawá.
Durante os encontros, nos turnos da manhã e da tarde, as
crianças aprenderam, de forma lúdica, sobre a importância de manter vivas as
tradições indígenas, puderam conhecer significados e aprender mais sobre
costumes, brincadeiras, formas de organização e manifestações artísticas. O que
tornou o momento ainda mais especial é que Fernanda é parte ativa da comunidade
escolar: ela é mãe da pequena Adrielly Borges de Lima Kaxinawa, da turma Jardim
II E, e avó de Enzo Lorena de Aguiar Kaxinawa, do Jardim II D.
“A minha experiência na escola fala sobre a nossa cultura. É
muito importante para as crianças saberem um pouco das nossas origens, do nosso
artesanato e das nossas pinturas. Cada pintura e cada grafismo tem um
significado e tem sua proteção. Por isso que a gente usa muito as pinturas no
nosso corpo e fazemos também nos artesanatos para a comunidade”, explicou Máxi
Huni Kuĩ.
A ação foi idealizada pela equipe gestora, formada pela
diretora Márcia Regina Lima da Silva, pela assistente de direção Ana Paula
Isaías e pela coordenadora pedagógica Miryan Cassiano. A finalidade da
iniciativa foi conectar os pequenos à riqueza histórica e cultural dos povos
originários brasileiros. A partir da experiência real de uma família que já faz
parte do cotidiano escolar, o projeto pedagógico abordou temas fundamentais
como ancestralidade, tradições artesanais e a identidade visual da tribo.

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